sexta-feira, 14 de maio de 2010

Compulsão

Amor, compulsivo amor
que me atrai na dor,
na ilusão, nas águas mais
pesadas...
mostra essa face,
que a cada momento é mas verde,
me diz onde vou parar
de tanto amar
Amor de viagens intermináveis,
de cabelos negros, de olhos castanhos,
de sorrisos intermináveis e
de lágrimas previsíveis...
Amor, compulsivo, amor
me tomas inteira
te tenho aos pedaços
por isso não me sacio,
parece intencional
cada pedaço tem seu espaço
nesse astral errante
e me pretendo assim:
incompleta, faminta, de amor,
mais amor...
de luvas, de botas, de jeans, de lungerie...
necessito sempre amar, amor,
pois só assim sei sorrir.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sem luz

Acendo meu quarto, para apagar a lembrança de ti
você que não me deixa te ver por inteira,
que me olha espantada com o tempo de minha alma
em teu corpo...
preciso respirar, não me espantar com tuas declarações intensas
e razas,
então deixo o vento entrar, soprar meus cabelos mais uma vez,
preciso de minha liberdade, de sonho, de gestos, de coragem,
mas, preciso também de teu cheiro, de tua companhia, de tua chegada
sem aviso, de organizar meus escritos, de ter as rédeas...
você me faz estrangeiro no meu próprio mundo,
faz tempo, não experimentara isso,
preciso comandar, ditar, amar sob meu domínio
por isso, acendo meu quarto, para dá a ele a cor
do meu temperamento, dos meus desejos palpáveis,
pois, essa escuridão que você me oferece,
ofusca a minha poesia, atrapalha meu modo de amar...
queria você simples como um gole numa cerveja gelada,
como um papo descontraído numa esquina qualquer, mas, ao invés disso,
não sei a bebida que bebo em ti,
que palavras te direi para não parecer piegas, não sei...
mesmo quando tua boca anuncia numa entrega , que és minha,
mesmo assim , o acontecimento fica em minhas mãos,
precisa de tua continuidade, precisa de teu apelo,
e é isso, acendo meu quarto, apago meus instintos, esqueço você,
para em seguida, querer de novo,
a cor escura que me oferece a tua alma,
esperando que meu amor ilumine teu ser.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Respiração

Bom dia!

que coisa boa...

teu sorriso satisfeito

tua boca me secando

sem nada me dizer

fico parada, amor

te observando, mãos nervosas

voz presa, pedindo por mim...

num gesto desesperado

encosto em teu corpo

para te dizer algo

diálogo louco que se inicia

e se finda
com a tua respiração.

Desejo contido

Caminhando pela praia
se vai a ninfa confusa
a vida vibra em si
e ela não a externiza
faz muita gente vibrar
mas, não permite sequer
um olhar...

que será que ela pensa?
do que será que ela gosta?
tranquilamente, seu poeta
bebe todos os seus gestos
pensa nela como uma personagem
morre de medo de quando tocá-la
apagar toda história...

Ela chega muito perto
e ele louco não obedece
aos carinhos que ela lhe pede
ela pensa não ser interessante,
não sabe ela, que ele fica sem ar...
de tantos desejos misturados
que gostaria de em seu corpo matar.